27 dezembro 2005

Fuji compra fabricante de tinta para impressora por US$ 260 mi

Japonesa tenta compensar queda da demanda por filmes fotográficos convencionais investindo na impressão caseira de imagens captadas por máquinas digitais

A japonesa Fuji Photo Film, a segunda maior produtora mundial de filmes fotográficos, vai impulsionar seu negócios de cópia e impressão com a compra da Avecia Inkjet, fornecedora de tinta colorida para impressão sediada no Reino Unido. O valor da transação é de 150 milhões de libras, cerca de 260 milhões de dólares.
Como a demanda pelos convencionais filmes fotográficos coloridos está em declínio, a Fuji tenta fortalecer outras divisões da companhia, especialmente e impressão caseira de fotografias tiradas por máquinas digitais.
A Avecia fornece para gigantes como Hewlett-Packard e Canon. O plano da Fuji é mais qye dobrar as vendas até março de 2010. O faturamento anual da Avecia é de 120 milhões de dólares. O meta é alcançar 256 milhões em 5 anos. A japonesa já havia investindo 230 milhões de dólares na compra da Sericol, outra companhia britânica fabricante de tintas industriais.

Fonte: EXAME On line

21 dezembro 2005

Aslan , Bruno e as matrículas 2006.

Pelo sexto ano seguido a Imagem Produções é a responsável pela produção dos filmes do Aslan.
Esse ano, os comerciais criados pela Bastos Propaganda, tem a participação de Bruno Gagliasso que veio à Belém especialmente para gravar a campanha de matrículas para 2006.
Os cenários eletrônicos foram criados na própria Imagem, usando computação gráfica e recursos de composição de cenas.
Os filmes já estão veiculando e dando um excelente resultado.

Jornalistas foram espionados porque contrariavam Dantas


Denuncia hoje no blog de Josias de Souza, na Folha, diz que a Kroll espionou varios jornalistas no ano passado, trabalhando a pedido de Daniel Dantas. Os alvos eram reporteres e jornais que publicavam informaçoes que contrariavam os interesses comerciais do banqueiro. Um dos relatorios da Kroll aponta uma suposta campanha na midia contra Dantas, a Brasil Telecom e o Opportunity - diz Josias. Indica Nelson Tanure, controlador do Jornal do Brasil e da Gazeta Mercantil, como "um dos autores" da campanha, agindo por encomenda da Telecom Italia. Sugere que o JB teria recebido da TIM, controlada da Telecom Italia, aportes financeiros sob a forma de compra de espaço publicitário. Leia a integra aqui.

Fonte: Blue Bus

1o minuto na Globo em 2006 será de comercial da Caixa


Será da Caixa Econômica Federal o 1o comercial veiculado pela TV Globo em 2006. Com duraçao de 60, é uma ediçao especial dos filmes da campanha de fim de ano criada pela TBWA Br e iniciada esta semana. Os personagens sao crianças que dizem o que sonham ser quando crescerem, recurso que permite introduzir as varias atividades desenvolvidas pelo banco.

Fonte: Blue Bus

20 dezembro 2005

Boas Festas 2005 - Banco da Amazônia


A Mendes acaba de lançar o filme de final de ano do Banco da Amazônia.
Totalmente produzido pela Imagem Produções e dirigido por Ronaldo Salame, o filme tem todas as cenas criadas e produzidas especialmente para o comercial com locações em Belém e no interior do estado.
Além de apresentar o Banco da Amazônia como grande impulsionador do desenvolvimento econômico da região, o comercial mostra os projetos sociais, culturais e esportivos patrocinados pelo banco.

19 dezembro 2005

E Viva Danni!!!!!!!!!!!!!!!


Quando coloquei um post sobre o pífio show do Emerson Nogueira algumas pessoas reclamaram e muitas concordaram. Pena que o mesmo não vai acontecer dessa vez, pois o público que estava na AP para assistir ao show da Danni Carlos era muito menor do que o que estava no show do Emerson Nogueira, talvez as pessoas não foram com medo do show da Danni ser o que foi o do Emerson, triste engano.
O show foi muito bom!
Foi mais do que isso, foi surpreendente!! Danni se apresentou como uma intérprete segura que coloca em cada música sua própria interpretação, coloca seu jeito de cantar sem medos ou limites, principalmente quando interpretou "Wonderwall".
O público era pequeno, mas ela segurou o show e cantou como se tivesse uma multidão e o público reagiu cantando junto com ela, dançando e gritando.
Parabéns para quem foi, parabéns para os patrocinadores e azar de quem perdeu.

Vivo vai entrar na telefonia fixa


A VIVO, operadora de telefonia celular, está montando uma rede de cabos de fibra-ótica por toda Belém. Tudo indica que a partir de 2006 a operadora começara a trabalhar atendendo telefonia fixa, o que a transformará na maior concorrente da Telemar na região já que a Vésper, empresa de telefonia fixa comprada pela Embratel, não disse a que veio até agora.

Daniel Jacob montou o fotolog do CCPP.


O objetivo é apresentar aos estudantes de comunicação, aos publicitários parenses que não moram aqui e ao público em geral o que está sendo produzido de bom na publicidade paraense.
Todo material que for publicado terá os créditos completos, o que é muito bom para o mercado. Pois será possível tirar do anonimato os criativos por trás das idéias e assim criar referências no estado.
O fotolog armazena apenas fotos (de preferência em JPG), por isso só poderão ser enviados anúncios, logos, outdoor, banner. Nada de jingles ou filmes (sacanagem!!!!!!!!!!!). O material, que considerem criativo, deve ser enviado para o e-mail do próprio Daniel: danieljacob@gmail.com.
O endereço do Fotolog é: www.fotolog.com/ccpp

APROSOM - Associação emite comunicado de repúdio à Secom


A Aprosom (Associação Brasileira das Produtoras de Fonogramas Publicitários) acaba de emitir um comunicado de repúdio à Secom (Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica).
A entidade cobra posicionamento sobre diversas questões por parte do órgão do Governo.

Leia o texto na íntegra:

"HISTÓRICO E MANIFESTO DE REPÚDIO A SECOM"16/12/2005

Prezados Srs.,
A seguir, trazemos à apreciação do mercado publicitário, nosso relato sobre as relações APROSOM e SECOM. Esta história se inicia em março de 2004.
Entramos em contato com a Sra. Lúcia Mendes – Assessora da Sub Secretaria, responsável pela contratação de nossos serviços, para esclarecer sobre as inúmeras reclamações dos associados que começavam a enfrentar problemas com a SECOM, em relação aos valores estipulados para cópias de veiculação, produção de spots e a exigência de "orçamento decupado".
Fomos convidados para uma reunião em Brasília, que foi realizada em março/2004, com a Sra Lúcia Mendes, e representantes da Aprosom: Presidente Arthur Deliberador Minassian e Diretora Executiva Elisangela Domingues Aragoni, para apresentação da nossa entidade, explicação do nosso Manual de Normas e nossos Valores Referenciais.
Fizemos extensa exposição sobre nossos direitos: AUTORAIS, FONOMECÂNICOS E CONEXOS, em especial quanto à reprodução de fonograma, direitos estes previstos em LEI.
Falamos sobre os valores cobrados para a reprodução do fonograma, que são praxe de mercado há 30 anos, e comentamos sobre as inúmeras reclamações de nossos associados, que estaria havendo por parte da SECOM e seus produtos (clientes) a reprodução indevida (continuam acontecendo) dos fonogramas diretamente em Brasília por valores irrisórios, e o mais GRAVE, sem as produtoras de origem autorizarem o processo de reprodução, o que é PROIBIDO em Lei.
Enumeramos os problemas quanto aos atrasos nos recebimentos, e que ainda hoje continuam da mesma forma, pois temos atrasos de até 60 dias para pagamentos.
Tivemos algumas explicações, desde a burocracia da Petrobrás até a fase de “transição” que acontece em janeiro e fevereiro. Porém, esclarecemos que tais explicações não evitam a obrigatoriedade das produtoras em honrarem a remuneração devida aos profissionais envolvidos na obra (criadores, cantores, locutores, músicos, atores, técnicos e outros).
Ainda sobre a reprodução do fonograma, entramos em contato com a produtora de áudio de Brasília Audio Fidelity com Sr. Marcelo Goedert, sobre a questão de reprodução de fonogramas sem autorização da produtora responsável.
Apresentamos a APROSOM, o nosso Manual de Normas e principalmente a Lei do Direito Autoral. A intenção da APROSOM inicialmente foi orientar todas as produtoras que praticavam tais abusos, e informar às produtoras associadas prejudicadas, sobre esse trabalho, desta forma evitando ações judiciais.
"Orçamento Decupado" - outra exigência!
Explicamos as dificuldades das produtoras para fazê-lo, detalhamos as diferenças entre as produtoras, estruturas, produções, custos operacionais, talentos, cachês variados de locutores, atores, músicos, entre outros:
- pela falta de briefing na maioria dos orçamentos- pela forma como cada produtora compõe o seu orçamento (produção, direção, arregimentação produção fonográfica, gravação e mixagem)- pela diferença de impostos incidentes, variando de região (SP, RJ, Curitiba, Bahia, Chapecó, Campinas e outros)- diferença dos valores cobrados pelo Direito Autoral (criador, maestro)- diferença na contratação dos direitos conexos (locutores, atores, músicos cantores e talentos especiais)- pela diferença de estruturas das produtoras- pelas várias revisões que se fazem destes orçamentos- pela dificuldade de comparação dos custos, sem uma base técnica para tal.- pelo critério de julgamento que será considerado na decisão final, a qual certamente não levará em consideração a qualidade, o prazo e sim mais especialmente pelo valor final do job- pelos ítens, que teoricamente não podem ser revelados (BV).
Mesmo assim, "fomos obrigados" a aprovar entre os associados um modelo de orçamento decupado, pois na nova formatação da SECOM, a auditoria passaria a exigir a demonstração de custos através orçamentos decupados.
Em agosto de 2004, continuamos recebendo denúncias, nesta data enviamos um comunicado jurídico (anexo) sobre "NOSSOS DIREITOS" ao Governo Federal:
ATT. “Sra. Lúcia Mendes”C/c.:Excelentíssimo Senhor Presidente Luis Inácio Lula da SilvaExcelentíssimo Senhor Ministro Luis GushikenExcelentíssimo Senhor Ministro José Dirceu de Oliveira e SilvaExcelentíssimo Senhor Ministro Gilberto Gil
Em novembro de 2004, A APROSOM, foi convidada para uma nova reunião com a SECOM, representada pelo Senhor Caio Barsotti - Subsecretário de Publicidade, Senhor Marco Silva - Diretor de Eventos e Relações Institucionais e Sra. Lúcia Mendes - Coordenadora Geral, reunião que realizamos na data de 04/11/2004, em Brasília.
Por iniciativa da SECOM, retomamos todos os assuntos pendentes e ventilados informalmente no mercado, que envolvem a contratação de nossos serviços e acordamos que:
1. A solicitação do orçamento decupado, seria feita apenas para a produtora escolhida para o JOB, jamais em concorrências.O modelo utilizado para o orçamento decupado seria o aprovado pela Aprosom e seus associados em Assembléia Geral, datado de 20/09/2004.
2. Sobre a reprodução de Fonograma / cópias de veiculação, solicitamos ao nosso jurídico uma avaliação dos contratos da SECOM com as agências, e informamos que o contrato previa apenas a "Cessão dos Direitos Patrimoniais", conforme segue:
“... Finalmente, em passant, é de se esclarecer que nos contratos firmados entre Poder Público e agências de publicidade (que são as únicas empresas, na atividade publicitária que se submetem aos procedimentos licitatórios), por expressa disposição do art. 111 da Lei 8.666 (lei de Licitações), são elas compelidas a ceder seus direitos autorais patrimoniais. Isso, evidentemente, não implica na obrigação da cessão dos direitos autorais e conexos de terceiros fornecedores, que têm suas criações submetidas à Lei Autoral”.
Mediante tal prática, a sugestão da SECOM, para manter a praxe de mercado, e o que a Lei 9.610/98 defende sobre a reprodução do fonograma, era que:
- "... sabendo-se que as mídias são compradas antecipadamente, as produtoras acordassem mediante contratos com as agências, a quantidade de cópias para veiculação e conseqüentemente seus valores...”.
Entendemos que as agências agem por conta e ordem de seus clientes e, sendo assim, se os clientes não concordam com o pagamento, as agências não podem contestar e contratar de forma diferente.
A SECOM abriu um canal de comunicação com a APROSOM, para que todos os esclarecimentos que se fizessem necessários fossem tratados entre as partes. Foi notória a disponibilidade da SECOM em esclarecer quaisquer informações pedidas pelo mercado, desde falta de pagamentos até imposições sobre orçamentos decupados, reprodução de fonogramas e outros.
MAS infelizmente, um ano e 9 meses depois, temos a "MANIFESTAR" que mesmo com os inúmeros contatos, todas as tentativas de negociações, todo o esforço das produtoras de som em acatar as determinações da SECOM, DE NADA ADIANTARAM! Pois continuamos recebendo diariamente denúncias e reclamações, sobre todos os assuntos relatados:
- pressão nos orçamentos, tabela pré-estabelecida sem conhecimento do briefing da produção;
- total desrespeito ao nosso modelo de orçamento aprovado; em alguns casos não aceitando a discriminação dos impostos (como se isso fosse possível);
- pressão pelo não pagamento das cópias de veiculação; ou estipulando valores irrisórios;
- reprodução das cópias em Brasília sem autorização da produtora de origem; ou pressionando para a cessão dos direitos sem custos;
- atrasos nos pagamentos em até 60 dd.
Não entendemos como a SECOM - Secretaria de Comunicação do Governo Federal - um dos maiores anunciantes desse país pode querer IMPOR custos de mercado, custos esses que eles sequer tem noção de sua composição.
O governo que é o maior sócio de todas as produtoras, pois recebe seus impostos, 15% aproximadamente, sem contar imposto de renda e Impostos da folha de pagamento INSS, FGTS e contribuições variadas, mesmo que uma obra dê prejuízo.
Nenhuma empresa pode impor qual a alíquota que quer pagar ao governo, entendemos que o governo também não pode querer IMPOR o valor do nosso serviço, não estamos vendendo insumos, não somos concessionários públicos e não nos enquadramos em produtos de bem público.
Conforme dados cedidos pela pesquisa da APRO - Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais, o mercado publicitário no Brasil movimenta R$ 12 bilhões e 700 milhões de reais, calculamos que 20% destinam-se para a produção de imagem, e 15% para a produção de áudio.
Pelo Anúario de Propaganda, temos 2007 agências de publicidade, 197 produtoras de filme, 178 produtoras de áudio e 376 outros serviços, totalizando 2758 empresas cadastradas.
A GERAÇÃO DE EMPREGOS estimada no Brasil pela média "apenas" das produtoras de som, entre empregos fixos e as contratações de terceiros (músicos, cantores, locutores, técnicos, atores entre outros) chegamos a CEM MIL EMPREGOS!
Pelo SAPESP - Sindicato das Agências, são 5.400 empresas cadastradas, e no levantamento de 2003, o faturamento das agências representou 1,7 do PIB. Calculando que as agências forneçam no mínimo 30 mil empregos.
Portanto, pedimos "RESPEITO", temos direito ao lucro resguardado começando pelo nosso sócio maior o GOVERNO FEDERAL, pois ajudamos nosso País a crescer, gerando empregos e pela qualidade de nosso trabalho tendo profissionais reconhecidos mundialmente.
"NÃO ME PEÇA PARA DAR, A ÚNICA COISA QUE POSSO COBRAR!" (Cacilda Becker).
Cordialmente,

APROSOM - Associação Brasileira das Produtoras de Fonogramas Publicitários"
Luís Fernando Ramos

18 dezembro 2005

Ford volta atrás e retoma publicidade para público gay


A Ford decidiu retornar à mídia voltada ao público gay, com todas as suas oito marcas e ações corporativas. A decisão reverte a posição anunciada pela empresa na última semana, em que, depois de uma ameaça de boicote da organização ultra-conservadora American Family Association (AFA), a montadora havia definido que não anunciaria mais em mídia para esse público.
Apesar da Ford não alegar que o fato foi motivado pela ameaça da AFA, a situação causou alvoroço entre os grupos de defesa dos direitos homossexuais. Isso levou a Ford a enviar executivos até Washington para dialogar com os representantes dos grupos. Depois disso, a empresa enviou comunicado à imprensa para reafirmar seus valores pela não discriminação e a volta à mídia especializada neste público. No texto, a empresa reafirmou que sua decisão de retirar a publicidade da Jaguar e Land Rover das revistas gays foi somente relacionada à sua estratégia de negócios. A AFA ainda não se manifestou.

Fonte: Meio & Mensagem On Line

Carlos Moreno volta a estrelar campanhas da Bombril

"Nasceu propaganda, virou cultura popular brasileira". Este é o nome do documentário que será apresentado em primeira mão durante a entrevista coletiva agendada pela W/Brasil e Bombril em São Paulo na próxima terça-feira, dia 20, quando será anunciada a volta do ator Carlos Moreno como garoto-propaganda da marca.
O último filme estrelado pelo Garoto Bombril, como Moreno é conhecido, foi ao ar em 19 de agosto de 2004, após 26 anos de trabalho ininterrupto para a marca, o que lhe valeu um registro no livro Guiness dos recordes. Nesse período, contado a partir de 1978, Moreno participou de 336 filmes da Bombril. Em fevereiro último, o ator assinou contrato de dois anos para estrelar campanhas da Fininvest, financeira do Unibanco atendida pela QG.

Comercial do Google Maps teria sido criado por fã


Um comercial que promove o serviço Google Maps está na internet como tendo sido criado por um fã do serviço assista aqui. Aparece citado em blogs dedicados a publicidade menos por seus meritos criativos e mais por ser uma peça de 'consumer generated media', conteudo criado pelo espontaneamente pelos consumidores.

AOL está próxima de fechar acordo com o Google



A Time Warner iniciou negociações exclusivas com o Google com o objetivo de estabelecer uma parceria entre o site de buscas e a America Online (AOL), seu provedor de acesso. A decisão aparentemente fechou as portas para um acordo com outros interessados, como a Microsoft, segundo o jornal americano The Wall Street Journal.
A AOL e o Google já são parceiros no mercado de publicidade online, mas, nas últimas semanas, o mercado especulou que o provedor de acesso pudesse encerrar a parceria para selar um acordo com a Microsoft. A empresa de Bill Gates vinha trabalhando agressivamente para atrair a Time Warner. O acordo com o Google viria em um momento difícil da Time Warner, que enfrenta uma disputa entre seus acionistas. Carl Icahn lidera um grupo de investidores que reivindica, entre outros pontos, a substituição da maior parte da diretoria do grupo.
A Microsoft também luta para estabelecer uma posição firme no mercado de publicidade online. Sua unidade de serviços, o MSN, continua atrás do Google em participação de mercado, além de não conseguir atrair grandes anunciantes para seus serviços.
O episódio ilustra o apetite das empresas em conquistar uma fatia do mercado de publicidade online, que apresenta a maior taxa de crescimento entre todas as mídias. As vendas online no terceiro trimestre subiram 34% sobre igual período do ano passado, para 3,1 bilhão de dólares, de acordo com a consultoria PricewaterhouseCoopers. Os links pagos em sites de busca são o filão que mais cresce nesse mercado.

Fonte: EXAME on line

16 dezembro 2005

Todos soltos


O repórter paraense Ronaldo Brasiliense, de O Liberal, foi premiado pela Associação Brasileira de Magistrados pela reportagem “Todos ricos, todos soltos”, sobre a roubalheira na Sudam, a Superintendência da Amazônia.

Fonte: claudiohumberto.com.br

A reportagem premiada

Escândalo da Sudam: Todos ricos, todos soltos!
Ronaldo Brasiliense

Três anos depois de oferecer denúncia à Justiça contra mais de 40 políticos, empresários e funcionários públicos acusados de ter surrupiado mais de R$ 1,2 bilhão dos cofres da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), sete procuradores da República com atuação na Amazônia Legal, nos estados do Pará, Maranhão, Mato Grosso, Amazonas e Tocantins confessam-se decepcionados. Todos os indiciados nos onze inquéritos instaurados e nas ações civis públicas estão ricos. E soltos. Os principais chefes do esquema de corrupção, livres das algemas, prosperaram em suas atividades.

Depois de ouvirem centenas de testemunhas e acumularem quase meia tonelada de documentos comprovando as fraudes na autarquia que geria a política de incentivos fiscais na Amazônia, procuradores, delegados e agentes da Polícia Federal envolvidos na apuração da roubalheira chegaram à triste constatação é a de que nenhum real sequer, do total bilionário de recursos roubados da Sudam, retornou ao tesouro nacional. De novo, mesmo, só o prédio-sede da antiga Sudam – hoje abrigando a Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA) -, localizado na avenida Almirante Barroso, em Belém do Pará, que foi inteiramente pintado.

Apontado pelo juiz federal Alderico Rocha Santos, da 2ª Vara federal do Tocantins, que decretou sua prisão preventiva, como “chefe da quadrilha” de saqueou a Sudam, Jader Barbalho - ex-governador do Pará, ex-presidente do Congresso Nacional, e hoje deputado federal pelo PMDB do Pará - integra a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso Nacional, participando ativamente do governo, inclusive com a nomeação de diretores do Banco da Amazônia e da Eletronorte (Centrais Elétricas do Norte do Brasil).

Há duas semanas, Barbalho foi um dos principais articuladores da candidatura do deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) à presidência da Câmara dos Deputados, promovendo almoços e jantares em sua mansão na capital. Deu do que deu: a acachapante derrota do candidato petista para Severino Cavalcante (PP-PE).
Sem mandato, após renunciar à presidência do Senado para não ser cassado, Jader Barbalho, através de seu advogado de defesa, ainda tentou em 2002 obter fórum privilegiado envolvendo nas fraudes da Sudam seu primo, o deputado federal José Priante (PMDB), que até recentemente presidiu a poderosa Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados. Foi a fórmula encontrada para tentar levar, à época, os inquéritos que apuram o esquema de corrupção na Sudam para a alçada do Supremo Tribunal Federal (STF), foro competente para processar parlamentares federais.

“O requerido Jader Fontenelle Barbalho, via advogado, apresentou neste Juízo pedido de remessa dos autos ao Supremo Tribunal Federal, ante os indícios da participação nos supostos fatos delitivos do deputado federal José Priante”, revelou o juiz Alderico Rocha Santos, da 2ª Vara Federal do Tocantins, que indeferiu o pedido de Jader. A participação de Priante nas fraudes da Sudam continua sendo investigada pelo Ministério Público. Outro amigo de Barbalho que se deu bem foi o ex-superintendente da Sudam, Arthur Tourinho, colega de ginásio de Jader. Tourinho, presidente do Paysandu, clube de grande torcida no Pará, elegeu-se deputado estadual em 2002 e também ganhou foro privilegiado na ação que o Ministério Público Federal move contra ele. Acaba de ser indicado líder do PMDB na Assembléia Legislativa. Segundo Processo Administrativo Disciplinar instaurado pelo Ministério da Integração Nacional, no governo Fernando Henrique Cardoso, para apurar irregularidades cometidas por Tourinho no cargo de superintendente da Sudam, para onde foi por indicação do amigo Jader Barbalho, ele, Tourinho, teria interferido, como chefe da autarquia, para beneficiar sua própria empresa, a CTI Amazônia, com pedidos de prioridade em todas as etapas que antecediam liberações de recursos, tramitação irregular de processos, complacência com irregularidades na prestação de contas, oposição a pareceres técnicos e, pior ainda, o sumiço de documentos, dentre eles o parecer técnico contra pleito que interessava à CTI Amazônia, além de ter liberado recursos públicos para sua empresa antes mesmo das assinaturas dos termos aditivos.

O parecer do Ministério da Integração Nacional, assinado pelo então consultor jurídico Rogério Antonio Freitas de Noronha, opinou pela conversão em exoneração da destituição, a pedido, do cargo em comissão que Arthur Tourinho ocupava, salientando que a Comissão de Sindicância comprovou que foram feitos depósitos bancários pelo mega-fraudador da Sudam, José Osmar Borges, na conta de Tourinho, que teria, numa espécie de contra-partida, favorecido os projetos de Osmar Borges na autarquia, além de ter assegurado outras liberações irregulares para empresárias beneficiadas com os fartos recursos do Finam. “Os documentos apreendidos na residência de Arthur Tourinho em Belém do Pará são indicativos de que o mesmo estaria prestando contas ao também requerido Jader Barbalho dos projetos de 26 empresas que apresentaram (a Sudam) documentos falsificados”, acusam os procuradores.
Quem está muito bem, também, é o empresário goiano José Osmar Borges, apontado pelo procurador da República no Mato Grosso, Pedro Taques, como o maior fraudador individual da Sudam. Borges teria desviado R$ 130 milhões de incentivos fiscais do Finam em projetos aprovados graças ao apoio de Jader Barbalho. O Ministério Público descobriu mais de 240 ligações telefônicas entre Jader e Borges entre os anos de 1997 e 2001, embora Jader tenha declarado no Senado, antes de renunciar ao mandato após uma histórica briga com o também senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) que, desde 1986, tinha tido apenas contatos esporádicos com Borges. Com o cruzamento dos números de telefones levantados na quebra do sigilo, foram encontradas também 40 ligações de Borges para Maria Auxiliadora Barra Martins, proprietária da empresa de consultoria AME, que intermediou 168 projetos que receberam recursos da Sudam. Em sua maioria, os projetos eram fraudados e nunca foram implantados, apesar de liberações milionárias de recursos. Maria Auxiliadora, que chegou a comprar dois aviões para facilitar seus deslocamentos para os municípios onde prestava consultoria para a aprovação de projetos na autarquia, foi quem elaborou o projeto do ranário Touro Gigante, da segunda mulher de Jader, Márcia Centeno, também beneficiado com incentivos fiscais.
Três componentes foram imprescindíveis, na avaliação dos procuradores da República envolvidos na apuração das fraudes, para que a organização criminosa tivesse sucesso: o primeiro, a montagem de uma sustentação técnica eficiente que pudesse funcionar como uma espécie de escritório geral onde fosse produzida toda a documentação necessária à fraude e fosse dado o suporte técnico, contábil e jurídico aos projetos fraudados. O segundo, a controle da administração da Sudam por parte de servidores estrategicamente colocados em postos de decisão na autarquia, com poder para facilitar as operações e escamotear as fraudes. Em terceiro, uma base política e empresarial que sustentasse a organização.

“CONSULTORIA” – Dois escritórios de “consultoria” especializados em projetos para captar recursos do Finam foram montados. O primeiro, pertencente a uma ex-servidora graduada da Sudam, a contadora Maria Auxiliadora Barra Martins, que fundou a AME – Assessoria, Projeto e Contabilidade Ltda; o segundo, Geraldo Pinto da Silva e Cia Ltda, dirigido pelo próprio Geraldo. Só o escritório da AME foi responsável por 40% de todos os projetos que obtiveram êxito na Sudam, trabalhando com aproximadamente 40% de todos os recursos postos à disposição dos projetos aprovados ela Sudam no estado do Pará, movimentando um total de R$ 160,4 milhões. Maria Auxiliadora Barra, segundo os levantamentos da Polícia Federal, recebeu mais de R$ 6 milhões em propinas dos empresários que tiveram projetos fraudulentos aprovados pela Sudam.